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  • Foto do escritorAdriana Mugnaini

Resíduos da mandioca têm potencial energético e para geração de combustíveis avançados

Os palestrantes desta quarta-feira falaram sobre o atual desafio da cadeia produtiva, de transformar o passivo ambiental em ativo energético e econômico

 

“Todo resíduo orgânico pode ser transformado em energia”. Essa foi a primeira fala do CEO presidente do CIBiogás (Centro Internacional de Energias Renováveis), Rafael Gonzales, durante a palestra sobre Resíduos da Mandioca – Energia e Combustíveis Avançados, ministrada na tarde desta quarta-feira (22) durante a 3ª edição da FIMAN. O momento de palestra foi compartilhado com o técnico do IDR-PR (Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná), Herlon Goelzer de Almeida, que falou sobre as Energias Renováveis para o Desenvolvimento Sustentável.


Os palestrantes falaram sobre o atual desafio da cadeia produtiva, de transformar o passivo ambiental (os resíduos) em ativo energético e econômico. “Através do biogás, por exemplo, podemos gerar energia elétrica, energia térmica, combustíveis avançados e biometano, todos com certificados de carbono. O Brasil tem potencial para produzir 84,6 bilhões de metros cúbicos de biogás por ano, mas atualmente só produz 2,8 bilhões de metros cúbicos. O potencial do Paraná é de produzir 1,04 bilhão de metros cúbicos de biogás por ano. E só através do processamento dos resíduos da mandioca, nosso estado tem potencial para produzir 190 milhões de metros cúbicos de biogás por ano”, explicou Rafael.


Segundo Herlon, “a região de Paranavaí tem muito potencial para geração de energias renováveis por conta dos diversos tipos de resíduos agroindustriais da cana, da laranja, e especialmente da mandioca. Os resíduos industriais da mandiocultura são potenciais geradores de biometano, que é um combustível que não precisa de licenças muito burocráticas para produção e entrega para o consumidor final”.

 

 

Jornalista: Keila Metz

Fotos: Frederico Junglaus

Coordenação: Básica Comunicações




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